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TORPOR
Sons animalescos da minha era me entopem a audição, ensurdecem ! gritos, greves, manifestos, fazem-me pensar, pensamentos que apodrecem !
o que enfim procuramos? dia a dia em romaria, passo a passo em descompasso !
Mendigamos a paz, guerrilhamos, matamos e sucumbimos na insensatez! Na aridez do nosso ser, já não germina o amor!
Nossos versos doídos sangram choram, sofrem... Nossas vozes uníssonas chamam, declamam, proclamam a dor, o odor e o terror!
e em nossos lábios a saudade, dos sorrisos radiantes que hoje no medo se escondem!
Ursula / 1978
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